No seguimento do anúncio infra informa-se que os Termos de Referência do mesmo foram retificados e o prazo para apresentação de propostas alargado. Consulte os Termos de Referência atualizados. Os (as) interessados (as) deverão reportar-se à Direção do Projeto Ká Amubá e Direção da Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do MA-ACONERUQ para:

a)      Realização de visita técnica de reconhecimento na comunidade quilombola de Santa Joana em Itapecuru Mirim (a ser agendada pela ACONERUQ/Quilombo Santa Joana a partir de 12 de agosto).

b)      Encaminhamento de proposta impressa em envelope lacrado para o Escritório da COOPERQUILOMBOLA/ACONERUQ, Rua do Mocambo Nº 487 CEP 65015-310 Centro São Luís – MA até às 17:00 horas do dia 22 de agosto de 2014.

O Resultado será divulgado no site: www.quilomboscontemporaneos.org, na página de Facebook do projeto Ká Amubá e ainda fixado no mural da sede da COOPERQUILOMBOLA/ACONERUQ no dia 27 de agosto de 2014.

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O projeto Ká – Amubá – Promoção de Tecnologias de Economia Solidária em áreas de Quilombos, no Maranhão (Brasil) está a contratar serviços técnicos para a elaboração e implantação de um projeto técnico de piscicultura que terá como beneficiários 15 famílias da Comunidade Quilombola Santa Joana no município de Itapecuru Mirim – MA, por meio da Associação dos Pequenos Trabalhadores Rurais Quilombola da Comunidade Santa Joana, por um período de 1 ano a partir da assinatura do contrato.

Os (as) interessados (as) deverão reportar-se à Direção do Projeto Ká Amubá e Direção da Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do MA-ACONERUQ. Deverão encaminhar propostas em cópia impressa para o Escritório da COOPERQUILOMBOLA/ACONERUQ, Rua do Mocambo Nº 487 CEP 65015-310 Centro São Luís–MA e também através do seguinte email: cooperquilombola@outlook.com até ao dia 27 de junho de 2014.

O resultado será divulgado no site: www.quilomboscontemporaneos.org e fixado no mural da sede da COOPERQUILOMBOLA/ACONERUQ no dia 03 de julho.

Consulte os TERMOS DE REFERÊNCIA.

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Comunidade quilombola de Jenipapo, município de Caxias, aponta irregularidades em escola construída pela prefeitura com recursos federais, consulte aqui o manifesto lançado por esta comunidade e apoiado pelo projeto Ká-amubá da ACONERUQ.

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Ká-amubá” ou “Construir oportunidades”, foi o nome escolhido pelas comunidades quilombolas do Maranhão para batizar o mais recente projeto da ACONERUQ, desenvolvido em parceria com o IMVF e com cofinanciamento da União Europeia.

Veja a entrevista de Valderlene Silva, diretora executiva do projeto no Brasil, ao Canal Futura e conheça melhor o projeto que está a gerar oportunidades de produção, comercialização e geração de lucro em 17 comunidades quilombolas: http://www.youtube.com/watch?v=X5qXfuYEkD4&feature=youtu.be

Ficha do projeto no site do IMVF “Ká-Amubá – Promoção de Tecnologias de Economia Solidária em áreas de Quilombos, no Maranhão“.

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Como resultado dos dois processos de recrutamento lançados no âmbito do projeto de Promoção de Tecnologias de Economia Solidária em áreas de Quilombos, no Maranhão – Ká Amubá, financiado pela União Europeia, apresentamos os dois candidatos selecionados:

  • Técnico AgrícolaSr. Antônio Carlos, residente na região do Vale do Itapecuru   (seleção após análise curricular e dois dias em campo junto a comunidades beneficiárias do Projeto;
  • Assistente Administrativo - Sra. Rosemeire Rabelo (seleção após análise curricular).

Termos de Referência disponíveis em:

Profissional na área de agronomia e/ou técnico agrícola
Assistente administrativo

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No dia 20 de Julho de 2013, a ACONERUQ reuniu mais de 500 Quilombolas em Assembleia Geral.

Leia aqui as principais conclusões do encontro e consulte aqui a ata da reunião e as fotos do encontro.

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No apoio às Comunidades Quilombolas, a ACONERUQ lança novo projecto em parceria com o Instituto Marquês de Valle Flôr, com o co-financiamento da União Europeia.

No dia 22 de Março de 2013, a ACONERUQ reuniu com o Secretário de Estado de Desenvolvimento Social – SEDES, Fernando Fialho. Este encontro teve como objectivo dar a conhecer as actividades do projecto, discutir estratégias de intervenção e procurar possíveis sinergias com a SEDES, no trabalho com as comunidades beneficiárias.

O lançamento do projecto nos mídia

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A ACONERUQ informa

Neste espaço a ACONERUQ pretende dar voz às comunidades Quilombolas na denúncia das violações dos direitos destas comunidades e na promoção da sua riqueza social, económica e cultural.

Ajude a ACONERUQ a divulgar as notícias da sua comunidade, enviando os seus relatos para o e-mail aconeruq@bol.com.br

  • A Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH)  vem a público denunciar as graves violações de direitos humanos ocorridas na comunidade quilombola de Depósito, município de Brejo/MA, ler mais …
  • No dia 28 de fevereiro, a ACONERUQ reuniu com a Sra. Socorro Guterres – Secretaria  de Comunidades Tradicionais da Secretária Especial de Politicas de Promoção da Igualdade Racial- SEPPIR  / Governo Federal. Ler mais …

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A ACONERUQ realizou de Janeiro a Maio de 2013 Reuniões Municipais de Comunidades Quilombolas do Maranhão.

Veja aqui o seu registo fotográfico.

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O audiovisual e a identidade cultural Quilombola estiveram em debate em São Luís, Maranhão, numa iniciativa da ACONERUQ. O evento foi um sucesso e a participação dos quilombolas excedeu o previsto. Mais de 200 pessoas partilharam ideias e enriqueceram o debate sobre a cultura quilombola, procurando fazer dela meio de afirmação e fonte de rendimento das comunidades.

Veja algumas fotos do Workshop Kilombos e da I Feira de Empreendedorismo Étnico aqui e consulte aqui o seu relatório de execução.

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O Percurso dos Quilombos quis fazer chegar a cultura quilombola a quem pouco ou nada dela sabia … mas este regresso às raízes trouxe muito mais. Os Quilombolas Emília Moreira, Francisco Carlos e Ciro Ramos falam do que foi para eles conhecer um pouco de África, na sua viagem à Guiné-Bissau e a Cabo Verde.

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Um balanço deste que foi o Percurso dos Quilombos: de África para o Brasil e o regresso às origens

A vontade de dezenas de quilombolas uniu-se ao IMVF, AD e à Plataforma das ONGs de Cabo Verde naquele que foi um autêntico Percurso dos Quilombos: de África para o Brasil e o regresso às origens. Recorde connosco esta viagem.

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Kilombos: O retrato do Quilombo contemporâneo na primeira pessoa

Um homem desenha os limites da sua terra. Com um pequeno ramo de sapucaia, tenta um mapa de traços intuitivos, irregulares, mas mentalmente exatos. Clack! Quebra-o em duas porções imperfeitas para apresentar, neste chão de terra ocre, uma cartografia coletiva … www.kilombos.org

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Quilombos, mocambos: retrato de um outro Brasil

Pisaram pela primeira vez solo português. Na bagagem, vestuário e acessórios coloridos, peças que os Quilombolas integram nas suas manifestações culturais e de religiosidade. Uma cultura descriminada – e ainda pouco conhecida por cá – que esteve em Lisboa entre 4 e 9 de março pela mão de cinco convidados. Ler mais …

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Diálogos Interculturais

Valorizar e dar a conhecer a cultura Quilombola, sobretudo no contexto lusófono, foi o mote para um trabalho intensivo de pesquisa realizado no Brasil, Guiné-Bissau e Cabo Verde. O resultado é agora apresentado na colectânea Diálogos Interculturais: Um olhar sobre as raízes africanas nas Comunidades Remanescentes de Quilombos do Estado do Maranhão, Brasil que representa uma ponte entre culturas, entre continentes, entre povos … uma ponte para a História.  Ler mais …

Para além da colectânea, veja também o registo do trabalho de pesquisa realizado na Guiné-Bissau, recordando a importância da região de Cacheu, no Norte do país, na época da escravatura e domínio português. Filmagem e edição: TV Klélé para AD, parceiro do IMVF.

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Valorização e divulgação da cultura Quilombola … o regresso às origens

Num verdadeiro regresso às origens, a 18 de Novembro de 2010 um grupo de Quilombolas partiu do Estado do Maranhão rumo ao continente Africano. Guiné-Bissau e Cabo Verde foram os dois países Lusófonos escolhidos como palco para um intercâmbio cultural único. Durante duas semanas os Quilombolas conheceram de perto os costumes e tradições dos dois países e puderam partilhar e dar também a conhecer traços particulares da sua cultura.

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Cultura para nós é religiosidade, é o tambor de crioula, o boi, é dançar mangaba, pois é isso que nos faz ter consciência de nós mesmos, que nos faz resistir; é o que foi deixado pelos nossos ancestrais; são os versos do tambor que mostram a nossa história, eles tão contando uma história e por isso a gente nunca esquece; nas músicas sai versos, e esses versos estão dizendo como estamos, o que passamos e o que esperamos.’

Emília Santos | Quilombo Matões de Moreira, Codó, Maranhão.

Conhecer e compreender a história e cultura Quilombola no Brasil é mergulhar na história da escravatura. Os Quilombolas, descendentes directos de africanos escravizados, levados para o Novo Mundo há mais de quatrocentos anos atrás, preservam um legado político e cultural inerente à nacionalidade e cultura brasileira. A sua história é sobre liberdade e dignidade. A sua história é a de todos nós.

A criação dos Quilombos representou, durante muitos anos, uma das principais formas de resistência à escravatura no país. Os africanos e brasileiros escravizados fugiam para zonas rurais de acesso limitado onde viviam muitas vezes em pleno isolamento. Registam-se, contudo, algumas comunidades que mantiveram o contacto regular com as senzalas das fazendas e que promoviam trocas comerciais com os vendedores ambulantes (mascates) da cidade.

As Comunidades Quilombolas estão entre as mais vulneráveis e marginalizadas na sociedade brasileira e apresentam Índices de Desenvolvimento Humano entre os mais baixos do país. A destruição do património ambiental e cultural Quilombola, a marginalização dos seus valores sociais e culturais, o desrespeito pelos seus Direitos e o desconhecimento generalizado da sua riqueza cultural, definem as principais preocupações das actuais gerações.

A pensar na sobrevivência das comunidades, e como meio de afirmação no seio da sociedade brasileira, as comunidades Quilombolas organizam-se hoje em associações locais, com o objectivo de preservar e promover a sua organização política e a sua cultura secular. Para tal, importa redescobrir o passado - valorizar raízes e reforçar laços.

Girando em torno da cultura Quilombola, Quilombos Contemporâneos ambiciona ser uma ponte. Uma ponte entre culturas, entre continentes, entre povos … uma ponte para a história realçando sempre o que há quatrocentos anos nos uniu e o que, quatrocentos anos depois, nos une.

A viagem que lhe propomos é por isso, o regresso às origens dos primeiros africanos escravizados. É contrariar o curso dos navios portugueses e procurar as raízes Quilombolas em Cabo Verde e na Guiné- Bissau, perceber que naqueles navios não viajaram apenas mulheres e homens.  Com eles viajaram a música e danças africanas, as crenças e costumes da tabanca, o crioulo.

Este website foi produzido com o apoio da União Europeia. O seu conteúdo é da exclusiva responsabilidade do IMVF e não pode, em caso algum, ser considerado como expressão das posições da União Europeia

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