Quilombo Santa Maria dos Pretos

Associação Quilombola dos Pequenos Produtores Rurais do Povoado de Santa Maria dos Pretos

Principais actividades da Associação | Promoção de melhores condições de vida da sua comunidade. A associação colabora na gestão da escola Quilombola localizada no Quilombo de Santa Joana.

Entre em contacto com esta Associação através da ACONERUQ

Breve informação sobre a Comunidade | Quilombo Santa Maria dos Pretos (Itapecuru-Mirim)

População: 114 habitantes (40 famílias – 35 mulheres, 23 homens e 56 jovens e crianças) [dados de 2010].

Estado: Maranhão

Município: Cajari

Principais características culturais: Celebram o Tambor de Crioula. São ainda festas tradicionais das comunidades, a Festa de Santa Filomena a 9 de Agosto e a Festa do Divino Espírito Santo a 9 de Outubro. O tambor de crioula é também dançado com muito entusiasmo e muitas mais manifestações culturais são dançadas ao som do tambor.

Principais actividades de rendimento: Agricultura, extracção do babaçu e pesca.

Principais culturas agrícolas: Mandioca (produção de farinha), Arroz (para consumo da comunidade), produção de Azeite de babaçu, mesocarpo de babaçu e carvão (produtos comercializáveis).

Outras Observações: A comunidade de Santa Maria dos Pretos foi uma das primeiras comunidades Quilombolas a se afirmar como Quilombo. Registos históricos revelam que este Quilombo existe enquanto tal há mais de 200 anos. A comunidade tem uma escola que recebe alunos até aos 6 anos. Os alunos desta comunidade seguem os seus estudos na Escola do Quilombo de Santa Joana e a comunidade assegura o transporte escolar.

A memória oral da comunidade está preservada, sobretudo pelo trabalho que está a ser desenvolvido, na comunidade, com as crianças. Os mais velhos têm a preocupação de passar a sua história aos mais novos, enfatizando a luta dos antepassados. O sentimento de pertença é forte na comunidade, sendo que todos os trabalhos desenvolvidos pelos adultos, jovens, idosos e crianças expressam o amor pela terra e pelo seu povo.

Os versos de duas jovens quilombolas expressam o orgulho na sua identidade:

“Eu sou negra, negra na cor, negra na vida e negra do amor, eu só não falo que sou negra na alma porque sei não sei se a alma tem cor. Eu sou negra e tenho orgulho da minha cor, não permito que ninguém fale mal do meu amor. Eu sou negra, nasci negra e negra me criei, se sou negra de amor, negra sempre serei.”

Fia e Daiane, quilombolas do Comunidade de Santa Maria dos Pretos, Maranhão, Brasil.

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