O percurso dos Quilombos: de África para o Brasil e o regresso às origens

O projecto “O percurso dos Quilombos: de África para o Brasil e o regresso às origens” decorreu em simultâneo em três países - Brasil, Cabo-Verde e Guiné-Bissau – e procurou contribuir para um maior respeito pelos Direitos Humanos e para a promoção de um diálogo intercultural cada vez mais rico, através da protecção, valorização e difusão da cultura Quilombola não só a nível regional e nacional (no Brasil) como a nível internacional na Guiné-Bissau, Cabo-Verde e em Portugal.

No alcance dos objectivos a que se propôs, a acção focou:
• A capacitação das Associações Culturais Quilombolas para a preservação, valorização e difusão da sua herança cultural;
• A valorização da relação com as raízes africanas e o reconhecimento das principais manifestações culturais Quilombolas, nomeadamente as que mais se aproximam das suas raízes e as que valorizam a protecção ambiental e o papel da mulher na sociedade;
• A promoção de actividades geradoras de rendimento tendo por base a promoção e valorização da cultura Quilombola;
• A promoção de iniciativas de intercâmbio cultural entre Brasil, Cabo-Verde e Guiné-Bissau e,
• O apoio à planificação de iniciativas culturais conjuntas entre associações culturais dos três países, promovendo o diálogo e a diversidade intercultural.

O projecto teve como beneficiários directos, 11 Associações Culturais Quilombolas do Estado do Maranhão (Brasil) e, como beneficiários finais, as comunidades quilombolas no Maranhão, principalmente as crianças e os jovens; os líderes destas comunidades, especialmente as mulheres; a comunidade Quilombola em geral, por todo o território brasileiro e a sociedade brasileira, cabo-verdiana, guineense e portuguesa.

Centrado em três países de Língua Oficial Portuguesa, o projecto de 36 meses focou, no Brasil, o Estado do Maranhão; em Cabo Verde, a Ilha de Santiago e na Guiné-Bissau, a região de Cacheu.

O projecto foi desenvolvido em parceria por:
• Instituto Marquês de Valle Flôr;
• Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (ACONERUQ);
• Plataforma das ONG de Cabo Verde e,
• Acção Para o Desenvolvimento, ONG.

O projecto terminou em Julho de 2012 e contou com o co-financiamento da Comissão Europeia e do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento.

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