Organização do Quilombo

A organização social do Quilombo espelha o respeito pela vida em comunidade. Ao uso colectivo dos recursos hídricos, agrícolas e animal, soma-se a distribuição e organização das suas edificações e espaços que envolvem a comunidade em torno do bem comum.     

Casa de Farinha (Foto de Delvair Montagner)

Casa de Farinha (Foto de Delvair Montagner)

Distribuídas pelo território, encontramos no Quilombo: a casa de farinha, o tanque de piscicultura, a horta comunitária, o espaço da roça, a escola, os locais de culto, bem como os locais comunitários de encontro, de estudo e de lazer.  

 À semelhança das comunidades ou aldeias Guineenses (tabancas), o Quilombo é geralmente constituído por membros de uma ou duas famílias, sendo respeitada e privilegiada a vida em comunidade.  As actividades do dia-a-dia são partilhadas, tal como o são os rendimentos que delas resultam. Partilha e solidariedade são por isso princípios base da vida Quilombola, herdada também das suas raízes africanas.  

Casa Quilombola de tijolo e cimento lado a lado com uma casa tradicional em adobe e palha de coco babaçu (Foto de Delvair Montagner)

Casa Quilombola de tijolo e cimento lado a lado com uma casa tradicional em adobe e palha de coco babaçu (Foto de Delvair Montagner)

Originalmente, para a construção das suas casas, as comunidades Quilombolas utilizavam recursos locais. Eram feitas de adobe e cobertas com palha de coco babaçu. Porém, com o crescente número de políticas e projectos de valorização dos Quilombos e melhoria das condições de alojamento e saneamento básico das comunidades, as técnicas de construção foram gradualmente alteradas. Ainda que se encontrem ainda, nos vários Quilombos, casas de construção tradicional, as casas reabilitadas são actualmente construídas com tijolo e cimento e com cobertura de telhas de cerâmica. 

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